Confiança digital não se improvisa — e os bancos sabem disso
Boas práticas, dados inéditos e o case que uniu Prove, Banco do Brasil e Elo contra fraudes
Se o FEBRABAN Tech 2025 serviu como termômetro do setor bancário, uma certeza emergiu com nitidez: não há futuro digital seguro sem investimento massivo em formação humana, cultura de segurança e governança ética.
Cibersegurança não é mais uma camada adicional — é parte da base. A cada avanço em IA, cloud, open finance ou embedded finance, a proteção deixa de ser uma reação e passa a ser pré-condição da inovação. E isso exige mais que algoritmos: exige visão de longo prazo, políticas públicas, diversidade e boas práticas institucionais.
Na Prensa Tech de hoje:
O que a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária diz sobre segurança digital? E como o case da Prove, em parceria com a Elo e o Banco do Brasil, aponta um caminho possível para combater fraudes sem comprometer a experiência do usuário?
Qual é o contexto da cibersegurança no ecossistema bancário brasileiro?
Em um Brasil onde 82% das transações bancárias já são digitais e 75% ocorrem via celular — como revela a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária — o desafio de proteger a experiência sem comprometer sua fluidez se tornou central.
A pesquisa também confirma que nenhuma instituição financeira pretende reduzir seus investimentos em cloud computing. A nuvem é hoje a espinha dorsal da eficiência digital — mas também uma nova fronteira de exposição. A vigilância precisa ser constante, e a governança de dados, transparente.
A crescente sofisticação das fraudes e o aumento dos ataques automatizados transformaram a cibersegurança em um dos eixos estruturantes do evento. O conceito de security by design — que propõe que segurança seja pensada desde o início dos projetos, e não como um “pós-requisito” — apareceu em diferentes painéis como a nova norma.
A cibersegurança foi apontada como prioridade máxima para as instituições financeiras:
90% dos bancos reforçaram suas estruturas de gestão de risco;
Detecção de incidentes e proteção em nuvem estão entre os focos centrais;
Especialistas em segurança digital já participam de conselhos e squads de inovação — fortalecendo o princípio de security by design.
Além disso, a inteligência artificial tem ganhado papel decisivo:
75% dos bancos já utilizam IA para gerenciar riscos com terceiros;
65% acompanham a evolução de ameaças em tempo real com apoio da tecnologia.
Quando a segurança vira reflexão: a visão de Paul Romer 💭
A segurança digital também ganhou contornos filosóficos no encerramento do evento, com a participação do economista Paul Romer, vencedor do Prêmio Nobel. Em sintonia com o tema, Romer destacou os riscos de uma confiança excessiva na IA, especialmente em decisões sensíveis. Romer defendeu a importância de proteger sistemas baseados em reputação, transparência e verificação — como o método científico e o jornalismo — e apontou a segurança da identidade como peça-chave para o futuro. “Saber quem está falando é tão importante quanto o que está sendo dito” — enfatizou Paul Roomer.
📌 Case Prove: combater a fraude sem aumentar a fricção
Conciliando inovação, eficiência e confiabilidade, a tecnologia apresentada pela Prove transforma validação de identidade em vantagem estratégica para o Banco do Brasil e a Elo, em um cenário marcado por crescimento das fraudes digitais.
Ao invés de depender exclusivamente de documentos, senhas ou biometria, a solução cruza dados como posse do chip, troca de aparelho, tentativas de fraude e padrões comportamentais. Isso permite decisões rápidas, assertivas e com maior privacidade — já que não exige coleta de dados sensíveis a cada transação.
Ela evita a coleta excessiva de dados sensíveis, reduz o risco de fraude e preserva a experiência do usuário — mostrando que proteger a identidade é, sim, compatível com escalar a confiança.
“Diferente de métodos baseados exclusivamente em documentos ou senhas, nossa tecnologia trabalha com a reputação do número de telefone. Isso permite decisões confiáveis, sem fricção e com menos risco regulatório”, explicou Andrea Rufino, embaixadora da Prove no Brasil.
➡️ O olhar do Banco do Brasil: segurança com assertividade
Na outra ponta da parceria, o Banco do Brasil relatou ganhos expressivos com a adoção da solução em jornadas críticas como autenticação MFA (autenticação multifator).
Com a tecnologia, foi possível:
Identificar com mais precisão 6% das validações consideradas de alto risco;
Reduzir custos operacionais;
Evitar fraudes com redirecionamento de mensagens ou falsidade ideológica;
Minimizar o uso de métodos mais invasivos, como biometria ou geolocalização.
A capacidade de resposta síncrona da solução também foi destacada como essencial para operações em múltiplos canais, como o credenciamento e o onboarding de clientes.
➡️ Colaboração como chave da confiança digital
O painel que apresentou o case foi enfático: fraude não é uma disputa de mercado — é uma ameaça coletiva. E combatê-la exige respostas igualmente coletivas. A maturidade do setor financeiro brasileiro, refletida em iniciativas como essa, mostra que a construção de confiança digital passa por cooperação, inteligência em tempo real e foco na experiência do usuário.
“Mais do que tecnologia, essa parceria representa um novo olhar sobre confiança digital. O combate à fraude precisa ser colaborativo, adaptável e centrado no cidadão. E é isso que estamos construindo com a Elo e outros parceiros”, concluiu Andrea Rufino.
Essa foi a sua Prensa Tech de hoje. Até a próxima segunda 😎🧑💻


